18 junho, 2021

Vendas de carros de passeio e de comerciais leves cresceram 7% em maio

De acordo com a Fenabrave, foram comercializados 175,4 mil veículos no mês; no acumulado do ano, alta é de 30%

A Fenabrave – entidade que reúne os proprietários de concessionárias no País – divulgou na quarta-feira, 2, o seu balanço mensal de vendas, que mostra avanço em relação aos resultados de abril, conforme antecipamos. Foram vendidos 175.405 veículos em maio, o que corresponde a um aumento de 7% sobre os números de abril (163.888 unidades). Na comparação com maio de 2020, o crescimento parece impressionante (209,8%), mas é preciso lembrar que há um ano o mercado vivia o auge da pandemia, com revendas fechadas e pouca movimentação online. Tanto que naquele mês foram comercializados apenas 56.627 veículos.

Em compensação, no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, houve crescimento de 30,1%, com 837.125 exemplares licenciados, frente aos 640.477 emplacamentos realizados no mesmo período do ano passado. Também houve evolução (5,6%) nas vendas diárias – mesmo considerando que maio teve um dia útil a mais do que abril.

Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, o bom resultado obtido pelo setor em maio se deveu às entregas de veículos vendidos em meses anteriores. “Apesar dos esforços das montadoras, as entregas de veículos ainda não atingiram o equilíbrio, em função da falta de alguns componentes, principalmente eletrônicos, mantendo o represamento de vendas, que já vinha sendo verificado. Nos resultados de maio, notamos que uma parcela dos emplacamentos se refere às vendas realizadas em meses anteriores. Como consequência da menor oferta, os estoques de veículos, para todos os segmentos, se mantêm em um nível muito baixo”, declarou.

No ranking histórico, que inclui dados desde 1957, o mês de maio deste ano ocupa a 11ª colocação, enquanto o resultado acumulado nos primeiros cinco meses do ano está na 12ª posição. A Fenabrave informou ainda que mantém a previsão de crescimento das vendas de 16% para este ano, anunciada em janeiro.

“Os índices de confiança da indústria estão altos, estando entre os cinco maiores do País. Há demanda e crédito elevados no mercado automotivo e, com a evolução da vacinação e da imunização da população contra a Covid-19, talvez estejamos diante de um quadro mais favorável do que o estimado, quando houve a segunda onda da pandemia neste ano”, disse Assumpção Júnior. “Mas ainda é cedo para alterar nossas projeções, vamos aguardar o fechamento do semestre para avaliar melhor o cenário como um todo, incluindo a regularização da produção”, concluiu.

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