25 julho, 2021

Importadoras de carros pedem redução de imposto ao governo para evitar que negócio se torne insustentável

Associação estuda aliança com fabricantes locais para mitigar impacto do coronavírus e disparada do dólar na cadeia automotiva

Os efeitos do Coronavirus na indústria — incluindo a disparada do dólar e do euro — está só começando, mas a Abeifa, entidade que reúne importadoras e fabricantes de automóveis já está se preparando para uma das piores crises da história.

João Henrique Garbin de Oliveira, presidente recém-eleito da entidade, afirmou que protocolou hoje um pedido à Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação para aredução da alíquota de importação.

A entidade pede que o índice, atualmente de 35%, seja reduzido para 20% para impedir que as operações de suas associadas se tornem insustentáveis. “Esse cenário de tributação elevada somada à alta do dólar e do euro dificultam ainda mais a operação das fabricantes no Brasil”, afirmou o executivo.

Oliveira, que também é diretor geral de operações e inovações da Volvo Cars no Brasil, afirmou que empresas com produtos abaixo de R$ 150 mil podem ser mais impactadas. “Se nada for feito, algumas marcas podem precisar ajustar seu catálogo e reposicionar seus produtos”.

O presidente da Abeifa destacou que, a curto prazo, a prioridade das empresas é proteger seus funcionários e atender aos pedidos dos governos e órgãos sanitários. A entidade pondera que ainda é cedo para analisar a extensão da crise.

“O estoque médio das associadas é de 45 a 60 dias, então não há risco de desabastecimento a curto prazo“, afirma Oliveira. A cada dia diversas fábricas, sobretudo na Europa, têm anunciado paralisações em suas linhas de produção.

A amplitude da crise az com que a Abeifa estude até apossibilidade de formar uma parceria com a Anfavea (associação que reúne as maiores fabricantes do Brasil e que já travou disputas diretas com as importadoras) e outras entidade, como Sindipeças e Fenabrave, para reforçar os pedidos de ajuda ao governo.

Oliveira evitou fazer análises para os próximos meses, e negou que uma ou mais associadas estudam encerrar as operações no Brasil caso a crise aumente e se prolongue. “Ajustes e processos estão sendo feitos diariamente, já que a situação muda rapidamente”, concluiu.

Atualmente a Abeifa conta com mais de 13 mil funcionários diretos e 430 concessionários. Em 2011, no auge do mercado de carros importados fora do eixo Argentina-México no Brasil, a entidade chegou a reunir 850 revendas.

Fonte : Revista Autoesporte

https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2020/03/coronavirus-importadoras-de-carros-pedem-reducao-de-imposto-ao-governo-para-evitar-que-negocio-se-torne-insustentavel.html

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