29 novembro, 2021

Venda de usados mantém alta na casa dos 40%

Automóveis e comerciais leves superaram 8,5 milhões de unidades em apenas nove meses

s automóveis e comerciais leves usados fecharam setembro com 980,9 mil unidades negociadas. Foi o quarto melhor mês do ano para o segmento, embora tenha anotado queda de 8,7% em relação a agosto, quando as transações se aproximaram de 1,1 milhão de unidades.

O acumulado do ano já registra 8,57 milhões de autos e comerciais leves de segunda mão. Esse volume é 40,1% mais alto que nos mesmos nove meses do ano passado. Os números foram divulgados pela Fenabrave, que reúne as associações de concessionários. 

A queda de setembro em relação a agosto foi motivada pelo feriado prolongado da Independência. Formalmente setembro teve 21 dias úteis, mas na prática foram 20, ante os 22 de agosto. Levando isso em conta, as transações diárias em ambos os meses foram semelhantes, por volta de 49 mil. 

“Houve um pequeno arrefecimento em setembro, mas não observamos queda de demanda. Há, sim, uma redução de oferta de alguns modelos mais procurados pelos consumidores”, afirma o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Segundo a entidade, a cada zero-quilômetro entregue em setembro, outros 6,9 usados trocaram de dono. É a maior taxa de usados versus novos já registrada desde 2004, quando a Fenabrave iniciou a publicação desse dado.

Caminhões acumulam alta próxima a 40%

Setembro teve 34,1 mil caminhões de segunda mão negociados (2,9 unidades para cada zero-quilômetro emplacado). Foi um mês morno, melhor apenas que janeiro, fevereiro e abril. Na comparação com agosto a queda foi de 9,5%.

Ainda assim, o acumulado do ano já teve 308 mil usados negociados. Esse total supera os mesmos meses de 2020 em 38,8% e fica acima até das transações ocorridas de janeiro a setembro de 2019 (272,3 mil). Cabe dizer que a venda de caminhões novos no período cresceu mais, 49,9%.

Ônibus usados crescem bem mais que novos

Durante setembro foram negociados 4,1 mil ônibus usados, o segundo melhor mês de 2021 para o segmento. Já a taxa de usados versus novos foi a melhor do ano, 3,5 para um, consequência do fraco desempenho dos zero-quilômetro, que tiveram o pior número anual em setembro.

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