25 julho, 2021

Vendas reagem em março, mas trimestre teve retração em relação a 2020

Segundo a Fenabrave, março registrou crescimento de 8,3% nas vendas, mesmo com fechamento de lojas em várias cidades

De acordo com o balanço mensal divulgado pela Fenabrave (entidade que reúne as concessionárias no País) na terça-feira, 6, em março o mercado de automóveis contabilizou crescimento de 8,3% nos emplacamentos de veículos na comparação com o mesmo mês de 2020 – que ficou marcado pelo início da pandemia de Covid-19. Foram comercializadas 269.944 unidades no terceiro mês deste ano, contra 249.357 modelos no ano passado. Em relação a fevereiro de 2021, quando foram licenciados 242.066 exemplares, o resultado de março é ainda melhor, com alta de 11,5%.

“Muitas dessas vendas já tinham sido realizadas nos meses anteriores, e os clientes estavam aguardando a entrega dos veículos pelas fabricantes, o que ocorreu em março”, explicou Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave. “Isso justifica o bom desempenho do mês, mesmo com o fechamento do comércio em estados importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por exemplo”, completou.

A entidade também observou que, apesar do bom resultado de março, o trimestre fechou com 786.083 automóveis emplacados, o que representa queda de 6,5% na comparação com o mesmo período de 2020 (anterior ao anúncio da pandemia), no qual foram vendidos 841.173 veículos.

O presidente da Fenabrave destacou ainda que o setor continua enfrentando dificuldades por conta da falta de produtos provocada pelos problemas na cadeia de suprimentos das montadoras e pelas restrições de circulação – medidas necessárias para tentar conter o avanço nos casos de contaminação pela Covid-19. Nos Estados onde a situação está mais crítica, apenas as oficinas das concessionárias estão atendendo clientes, já que são consideradas serviços essenciais.

Por fim, devido às incertezas vividas pelo setor no momento, a Fenabrave decidiu não rever as projeções para 2021 ao final do primeiro trimestre, como faz regularmente. “Aguardaremos a evolução da pandemia e seu impacto no cenário econômico para podermos avaliar melhor as projeções e indicadores do setor, o que deve ocorrer até o final do primeiro semestre”, afirmou Assumpção Júnior.

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